Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008  
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O TROTE NA FUNREI

Nos anos 60, no Brasil, o trote foi uma contestação social, os calouros eram convidados para manifestaçõesafavor de reformas de base ou em defesa da universidade pública, em 68 o trote foi reprimido e houve a degeneração de sua versão cultural para a violência de hoje.(Paulo D.Fraga, 1998)

Nos meses de junho e agosto de 1999 foi feita uma pesquisa com os alunos calouros da FUNREI, para se fazer o levantamento sobre a questão do trote na instituição. A pesquisa foi realizada por Alzira Agostini Haddad e Alzira Barbosa , sob a supervisão da prof. Nivalda Carvalho de Freitas com a participação do DCE e SEAPE, foi realizada nos dois Campi com o objetivo de apurar a opinião e as sugestões dos alunos sobre o trote.

O RESULTADO

Participaram 384 alunos (calouros), e este foi o resultado:

Primeira pergunta: como foi o Trote que você recebeu?

Muito desagradáve l28%
De mau gosto 31%
Cordia l26%
Criativo 13%

Segunda pergunta: se o aluno acha que o trote deveria continuar.

44% optaram pela extinção da prática do trote
56% foram favoráveis pela sua permanência.

Na terceira e última questão, foi socitado, caso o aluno fosse favorável a continuação do trote, idéias e sugestões. Para efeito da pesquisa relacionamos as sugestões que apareceram com maior frequência:

- Grande festa de boas vindas, acolhimento, integração, confraternização e recepção entre veteranos e calouros
- Torneios entre os alunos, gincanas,competições criativas
- Trote mais organizado e participativo
- Reverter a criatividade dos alunos para reais benefícios para os calouros e a sociedade
- Doação de sangue
- Pagar prendas
- Trote cultural, educativo, com oficinas para integrar o aluno, shows, semana cultural, aluno tocar instrumentos, cantar ou recitar poemas
- Ritual cordial, com alegria e bom humor
- Sem agressões como lamber língua de vaca, pedir esmolas, etc.
- Arrecadar coisas para o curso ou para a faculdade
- Tour pela FUNREI com orientaçõessobre sua estrutura, tour pela cidade
- Palestras sobre a realidade de SJDR, para integrar mais o aluno com a comunidade
- Formar comissão de trote trotes sem agressões físicas ou morais, menos humilhantes e violentos, limites para as brincadeiras
- Trote solidário de caráter social e filantrópico: ajuda à instituições e entidades carentes, doação de alimentos, material escolar, roupas, livros, dinheiro, remédios, brinquedos (desde que se saiba sobre seu destino)
- Técnicas de desenvolvimento interpessoal, dinâmicas de entrosamento
- Plantio de árvores
- Respeito à opção do aluno quando não quer participar do trote, mais respeito e moderação nas brincadeiras
- Concurso de idéias para um trote mais artístico e humano
- Deveria se estender para as ruas, ter a participação dos professores

Alguns alunos se manifestaram a favor do trote tradicional.

 

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